O primeiro desafio do empreendedor Leandro K

Todo projeto de vida precisa de um ponto de partida para ser despertado, seja um curso, um sonho, uma ideia ou o simples fato de saber aproveitar uma oportunidade. Para Leandro K, o pontapé inicial de sua carreira foram os  conhecimentos de programação aprendidos durante a faculdade de ciências da computação. Aos 20 anos, ele já tinha feito estágios na área de webdesign, os quais fortaleceram seu desejo de embarcar no empreendedorismo e voar mais alto.

O sonho de ser dono de uma empresa e, assim prosperar, Leandro K tinha desde pequeno. Sentia uma grande necessidade de se tornar um empresário de sucesso, de ser pioneiro, de explorar ideias e ser reconhecido por tudo isso. Eis que chegava o momento de colocar esse projeto de vida em prática. E foi assim que, em 1998, em sociedade com seu irmão gêmeo André Koerich, que Leandro deu asas a sua primeira empresa – a primeira de uma ‘série’ de 16.

Para entrar de cabeça no mundo do empreendedorismo, ele resolveu trancar a faculdade pois sentia que ali estava perdendo tempo e que, no dia a dia de sua empresa, teria muito mais oportunidades para se desenvolver e ir atrás dos conhecimentos imprescindíveis para conquistar ter o sucesso que tanto almejava.

Na época, o mercado de criação de homepages ainda era pouco explorado e tinha muito potencial e foi ali que Leandro K e seu irmão enxergaram uma bela oportunidade. Fundaram a Edital do Brasil, uma empresa pioneira no Sul do Brasil e especializada na construção de homepages e disposta a ganhar espaço no universo digital.

Os primeiros desafios vieram em pouco tempo. Leandro e André tinham somente experiência no produto ofertado pela empresa, porém, praticamente nenhuma na área comercial, financeira, administrativa e muito menos contábil.

O ponto positivo da empresa é que ela não tinha concorrentes. Entretanto, esse foi o fator principal para que o negócio se sustentasse por apenas dois anos. Ser pioneiro, de certa forma, nesse caso, não foi exatamente uma vantagem.

A realidade é que a empresa estava muito à frente do mercado e os empresários não tinham ainda clareza da real necessidade de terem um site. Juntando isso ao fato do investimento inicial dos irmãos ter sido muito baixo – de apenas R$15 mil, a empresa não tinha capital de giro nem tampouco fluxo de caixa para seguir em frente, mediante a dificuldade de conquistar novos clientes.

Mas são dos tropeços que saem os melhores aprendizados, não é mesmo? Leandro K aprendeu com este insucesso que para abrir uma empresa não basta ser bom no que você faz, é necessário chegar no mercado no tempo certo e com um planejamento financeiro adequado que permita a empresa ter capital de giro para se bancar por cerca de dois ou três anos – esse é o tempo médio para toda empresa assim como seus donos ganhem maturidade.